sábado, 19 de maio de 2012



Não preciso dizer mais nada, né!!

Abraços,
                       LuHelena




     CENTRO DE APOIO PEDAGÓGICO ESPECIALIZADO

Para oferecer suporte ao processo de inclusão escolar dos alunos com necessidades educacionais especiais na rede estadual de ensino foi criado, em 2001, o CAPE - Centro de Apoio Pedagógico Especializado, em continuidade ao trabalho desenvolvido pelo CAP (Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento ao Deficiente Visual), iniciado em 1994.

O centro atua no gerenciamento, acompanhamento, e suporte às ações regionais de educação especial, nos processos de formação continuada, na provisão de recursos e na articulação das escolas com a comunidade, procedendo a orientações e encaminhamentos.

O envolvimento das 91 Diretorias de Ensino, com suas equipes de Supervisores, Assistentes Técnicos e professores especializados, garante a capilarização do atendimento nos SAPEs - Serviços de Apoio Especializado (Salas de Recurso, Classes Especiais e Classes Hospitalares). Estes serviços permitem que o atendimento se estenda a mais de 14 mil alunos. Convênios firmados com instituições permitem o atendimento daqueles alunos que, pelo seu comprometimento, exigem pessoal e equipamentos muito especializados. São 290 convênios firmados com instituições especializadas. Com isso o atendimento de alunos com necessidades educacionais especiais chega a mais de 31 mil alunos.

O suporte ao processo de inclusão escolar envolve a produção de livros em Braille e em tipos ampliados e, ainda, um Plano de Adaptação de Prédios Escolares, cuja execução está a cargo da FDE - Fundação para o Desenvolvimento da Educação, com o objetivo de proporcionar acessibilidade física de alunos com necessidades especiais aos prédios escolares.

Quanto ao processo de formação continuada, o CAPE prioriza temas como: Educação Física Adaptada, Uso e Ensino do Soroban Adaptado para Cegos, Ensino de Língua Portuguesa para Surdos, Superdotação/Altas Habilidades, Distúrbios Globais do Desenvolvimento, Atendimento Educacional no Contexto Hospitalar, Estudo de Caso, Tecnologias Assistivas, Comunicação Alternativa e/ou Suplementar, Dinâmica da Sala de Recursos.

Nessa ação prioritária o CAPE tem estabelecido uma profícua relação com Universidades, favorecendo uma prática pedagógica iluminada pelas pesquisas acadêmicas.





O que é CAPE ?

Essa é a sigla usada para nomear os Centros de Apoio Pedagógico Especializado presentes em diversos estados brasileiros por iniciativa da Secretaria de Educação Especial do MEC ( Ministério da Educação e Cultura). Lá são realizados o treinamento e a capacitação dos professores da rede pública para o atendimento do aluno portador de necessidades educacionais especiais e a produção de material didático- pedagógico para estes estudantes, como por exemplo, livros em braile. Encontra-se abaixo uma lista com o endereço dessas instituições. 

Região Norte
·         Boa Vista
CAP - Centro de Apoio Pedagógico Especializado
Público-alvo: deficiência visual
Rua Cecília Brasil nº 225 Bairro - Centro
CEP 69301-380 Boa Vista, RR
Tel: (95) 6243793
capdrr@zipmail.com.br

·         Macapá
CAP- Centro de Apoio Pedagógico Especializado
Rua Almirante barroso,2279 Bairro: Santa Rita.
CEP: 68900 475 Macapá, AP.
Tel. (96) 2125143/2125267

·         Porto Velho
CAP - Centro de Apoio Pedagógico Especializado
Público-alvo: deficiência visual
Rua Paulo Leal nº 357 Bairro - Centro
CEP: 78915-010 Porto Velho, RO
Tel (69) 2242187
Fax(69) 2210661
eletromecfrio@enter-net.com.br

·         Rio Branco
CAP Centro de Apoio Pedagógico Especializado
Público-alvo: deficiência visual
Rua Omar Sabino de Paula, no. 650 Bairro: Estação Experimental
CEP 69906 400 Rio Branco, AC
Tel. (68) 2261831

·         Santarém
CAP - Centro de Apoio Pedagógico Especializado
Público-alvo: deficiência visual
Avenida.Curuá - Una s/n Cohab Bairro: Livramento
CEP 68020 650 Santarém,PA
Tel (93)524-3000
capstm@netsan.com.br

Região Nordeste
·         Aracaju
CAPE Centro de Apoio Pedagógico Especializado
Vila Cristina, 194 Bairro São Jose
CEP: 49015-000 Aracaju, SE
Tel: (79) 31791886
Caparacaju@ig.com
Capsergipe@bol.com.br

·         João Pessoa
CAP Centro de Apoio Pedagógico Especializado
Rua Doutor. Orestes Lisboa S/Nº Conjunto Pedro Gondim 

·         CEP 58031-090 João Pessoa, PB
Tel. (83) 244-0707, ramal 231 Direto: (83) 224-0058
Fax (83) 224-1525
cap.pb@ig.com.br

·         Maceió
CAP - Centro de Apoio Pedagógico Especializado
Público-alvo: deficiência visual
Rua: Pedro Monteiro s/ no Bairro: Bairro: Centro
CEP 57000 011 Maceió, AL
Tel: (82) 315-1362/326-4983

·         Natal
CAP Centro de Apoio Pedagógico Especializado
Público-alvo: deficiência visual
Centro Administrativo RN
Centro Estadual de EE
Bairro Lagoa Nova
CEP 59059-900 Natal, RN
Tel. (84) 232 1450
Caprn@rn.gov.br

·         Nazaré
CAPE Centro de Apoio Pedagógico Especializado
Atendimento: deficiência visual
Secretaria Estadual da Educação
Rua da Castanheda, 37 Bairro Mouraria
Cep 040040-050 Nazaré-BA
Tel. (71) 322-4129 / 322-4133
capp@cpunet.com.br

·         Recife
CAP Centro de Apoio Pedagógico Especializado
Público-alvo: deficiência visual
Rua Guilherme Pinto, n.146 Bairro Graças
CEP 52011 210 Recife, PE
Tel (81) 3223 4458
Fax (81) 3231 0936
cape@fisepe.pe.gov

·         São Luís
CAP Centro de Apoio Pedagógico Especializado
Público-alvo: deficiência visual
Avenida Roberto Simonsen nº 100 Bairro Santa Cruz
CEP 65046-390 São Luís, MA
Tel. (98)2537231
capma1@hotmail.com

·         Teresina
CAP Centro de Apoio Pedagógico Especializado
Unidade Escolar Domingos Jorge Velho
Avenida Miguel Rosa, n.3400 Bairro: Centro- Sul
CEP 64001 490 Teresina, PI
Tel. (86) 216 3276 / 226 3033
cap.teresina@ig.com.br

Região Centro-oeste
·         Distrito Federal
CAP Centro de Apoio Pedagógico Especializado
Público-alvo: deficiência visual
Avenida L2 Sul -Quadra 612- módulo D Bairro: L2 Sul
CEP 70200-720 Brasília, DF
Tel. (61) 345 3027
Telefax (61) 345 7963
cap-df@ig.com.br
cap-df@bol.com.br

·         Goiânia
CAP Centro de Apoio Pedagógico Especializado
Público-alvo: deficiência visual
Avenida Anhanguera, 5110 - Edifício Moacir Teles 4 andar Bairro Centro
CEP: 74000-000 Goiânia, GO
Tel. (62) 225 3770/2017421/2017425
Fax: (62) 225 3770
cap-dv-go@uol.com

·         Cuiaba
CAP Centro de Apoio Pedagógico Especializado
Público-alvo: deficiência visual
Travessa Coronel Costa Marques,48 Bairro Goiabeiras
Cep 78020-200 Cuiaba, MT
Tel.(65) 322-5514/ 624-8579
capmt@terra.com.br

·         Palmas
CAPE Centro de Apoio Pedagógico Especializado
103 Sul Avenida LO1,64 Bairro: Centro
CEP 77000 000 Palmas, TO
Tel (63) 218 6103/ 218 6104
Fax (63) 218 1490
cap@seduc.to.gov.br

Região Sudeste
·         São Gonçalo
CAPE Centro de Apoio Pedagógico Especializado
Público-alvo: deficiência visual
Rua da Feira, s/nº Bairro Neves

CEP: 24.521-970 São Gonçalo - RJ
Telefax (21) 3703-5322
cap-rj@ig.com.br
http://intervox.nce.ufrj.br/~cap-rj/estrut.htm 

·         São Paulo
CAPE Centro de Apoio Pedagógico Especializado
Público-alvo: todas as deficiências
Secretaria da Educação / Governo do Estado de São Paulo
Rua Pensilvânia, 115 Bairro Brooklin.
Cep 04564-000 São Paulo, SP
Tel. (11) 5091-3700
www.educacao.sp.gov.br
cape@see.sp.gov.br

·         Vitória
CAP Centro de Apoio Pedagógico Especializado
Público-alvo: deficiência visual
EPSG Desembargador. Carlos Xavier Paes Barreto
Avenida. Leitão da Silva s/nº Praia do Suá
CEP 29052-111 Vitória, ES
Tel. (27)31373589/ 32276942 ramal 38
Fax (27) 33455172
cap.es@ibest.com.br

·         Uberaba
Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual/ CAP-MG
Secretaria Estadual da Educação
Rua Marquês do Paraná, 351, Uberaba-MG
Cep 38015-170
Tel. (34) 3321-6606
icbc.ura@terra.com.br

Região Sul
·         Curitiba
CAPE Centro de Apoio Pedagógico Especializado
Público-alvo: pessoas com dificuldade de aprendizagem
Rua Marcelino Champagnat,505 Bairro: Mercês
CEP 82630-900 Curitiba-PR
Tel (41)3317869/3392621
www.pr.gov.br/cap/apresentacao.html
·         Maringá
CAPE Centro de Apoio Pedagógico Especializado
Avenida Carneiro Leão nº 93 Bairro: Centro
CEP 87014-010 Maringá, PR
Tel. (44) 225 9696
Fax (44) 262 2205
cap_maringa@pr.gov.br

·         Porto Alegre
CAP Centro de Apoio Pedagógico Especializado
Público-alvo: deficiência visual
Secretaria Estadual da Educação
Tel. (51)32884811
Rua Coronel André Belo, 577 Bairro Menino Deus
CEP 90110-020 Porto Alegre, RS
Tel. (51) 32112969
Cap_rgs@yahoo.com.br

·         São José
CAPE Centro de Apoio Pedagógico Especializado
Rua Paulino Pedro Hermes nº 2785 Bairro Nossa Senhora do Rosário
CEP 88108-500 São José, SC
Tel. (48) 381 1600
Fax: (48) 246 1316
fcee01@email.sc.gov.br



                           Espero que os endereços sejam úteis!                               

                                              Abraços,

                                                          LuHelena

Com tudo que tenho postado aqui, espero fazer a diferença, encontrando adeptos para este novo jeito de caminhar.     Abraços,

                                    LuHelena!

INCLUSÃO

Autora: Heloiza Barbosa
Mestre em Educação Especial - Lesley College, EUA
Refletir sobre as questões de uma escola de qualidade para todos, incluindo alunos e professores, através da perspectiva socio-cultural significa que nós temos de considerar, dentre outros fatores, a visão ideológica de realidade construída sócio e culturalmente por aqueles que são responsáveis pela educação. Julgamentos de "deficiência", "retardamento", "privação cultural" e "desajustamento social ou familiar" são todos construções culturais elaborados por uma sociedade de educadores que priviliegia uma só fôrma para todos os tipos de bôlos. E geralmente a forma da fôrma de bôlo é determinada pelo grupo social com mais poder na dinâmica da sociedade. Não é raro se ver dentro do ambiente escolar a visão estereótipada de que crianças vivendo em situação de pobreza e sem acesso à livros e outros bens culturais são mais propensas a fracassar na escola ou a requerer serviços de educação especial. Isto porque essas crianças não cabem na fôrma construída pelo ideal de escola da classe media, ou ainda, porque esssas crianças não aprendem do mesmo jeito ou na mesma velocidade esperada por educadores e administradores. Estereótipos pervadem a prática pedagógica e são resultados da falta de informação e conhecimento que educadores e administradores tem a respeito da realidade social e cultural, como também do processo de desenvolvimento cognitivo e afetivo das crianças atendidas pelas escolas. A prática de classificar e categorizar crianças baseado no que estas crianças não sabem ou não podem fazersomente reinforça fracasso e perpetua a visão de que o problema está no indivíduo e não em fatores de metodologias educationais, curriculos, e organização escolar. Aceitar e valorizar a diversidade de classes sociais, de culturas, de estilos individuais de aprender, de habilidades, de línguas, de religiões e etc, é o primeiro passo para a criação de uma escola de qualidade para todos.
Educar indivíduos em segregadas salas de educacão especial significar negar-lhes o acesso à formas ricas e estimulante de socialização e aprendizagem que somente acontecem na sala de aula regular devido a diversidade presente neste ambiente. A pedagogia de inclusão baseia-se em dois importantes argumentos. Primeiramente, inclusão mostrou-se ser benefícial para a educação de todos os alunos independente de suas habilidades ou dificuldades. Pesquisas realizadas nos Estados Unidos, revelaram que crianças em demanda por serviços especiais de atendimento apresentaram um progresso acadêmico e social maior que outras crianças com as mesmas necessidades de serviços especiais mas educadas em salas de aula segregadas (Snell, 1996; Downing, 1996; Hunt, et.al., 1994). Isso pode justificar-se pela diversidade de pessoas e metodologias educacionais existentes em sala de aula regulares, pela interação social com crianças sem diagnóstico de necessidade especial, pela possibilidade de construir ativamente conhecimentos, e pela aceitação social e o consequente aumento da auto-estima das crianças identificadas com "necessidades especiais".

O segundo argumento baseia-se em conceitos éticos de direito do cidadão. Escolas são contruídas para promover educação para todos, portanto todos os indivíduos tem o direito de participação como membro ativo da sociedade na qual estas escolas estão inseridas. Todas as crianças tem direito à uma educação de qualidade onde suas necessidades individuais possam ser atendidas e aonde elas possam desenvolver-se em um ambiente enriquecedor e estimulante do seu desenvolvimento cognitivo, emocional e social.


O Que as Pesquisas Tem a Dizer sobre a Inclusão de Alunos com "Necessidades Especiais" nas Salas de Aula Regulares
1- Os Benefícios da Inclusão para Alunos com "Necessidades Especiais"

1.1- Na Perspectiva do Professor: Diversos pesquisadores acadêmicos nos Estados Unidos documentaram os aspectos positivos da prática de inclusão dos individuos com "necessidades especiais" através de dados coletados com os professores destes alunos. Giangreco e seus colegas (1993) entervistaram 19 professores de salas de aula regulares que tinham no mínimo um aluno com "necessidades especiais"em suas classes. Estes professores afirmaram que os alunos diganosticados com "necessidades especiais" aumentaram suas capacidades de atenção, de comunicação e de participação em atividades educativas em um espaço de tempo considerávelmente menor do que se estes fossem educados em salas de aula segregadas-especiais. Janzen e seus colegas (1995) entrevistaram cinco professores de educação especial e cinco professores de educação regular sobre os beneficios de inclusão para os alunos com e sem "necessidades especiais", e o resultados destas entrevistas apontaram para o fato de que os alunos, antes educados em segregadas-especiais salas de aulas, desenvolveram mais amizades na sala de aula regular e construíram um círculo de amigos que os ajudavam e ajudavam aos professores também na inclusão de todos os alunos nas atividades da sala de aula. Downing, Eichinger e Williams (1996) entrevistaram nove professores de educação regular e nove professores de educação especial sobre a percepção deles dos benefícios de inclusão para todos os alunos. Os professores neste estudo afirmaram que o ambiente rico em situações de aprendizagem característico das salas de aula regulares possibilitaram os alunos com profundo retardamento mental a construirem comportamentos socialmente apropriados, a fazerem amizades com as cianças normalmente educadas em classes regulares e a desenvolverem abilidades de participação ativa em atividades escolares.

1.2- Na Perspectiva do Aluno: York et al. (1992) entrevistaram alunos de quarta e quinta séries que tinham colegas com "necessidades especiais" nas suas salas de aula. Esses alunos afirmaram que em um ano os alunos com "necessidades especiais" tinham se tornado mais sociais, mais comunicativos e tinham reduzido significantemente os comportamentos considerados inapropriados para a cooperativa participação na sala de aula regular, como por exemplo balançar o corpo ou as mão ou fazer sons e ruídos.

1.3- Na Perspectiva dos Pais: Davern (1994) entrevistou vinte e um pais de alunos com profunda e leve deficiência que estavam sendo educados em classes regulares. Estes pais reportaram que os beneficios da inclusão dos seus filhos eram visíveis na communicação e sociabilidade ques eles passaram a demonstrar. Os pais neste estudo também disseram que se sentiram muito mais encorajados pela escola à participar da educação de seus filhos quando estes foram incluídos em salas de aulas regulares. Em um outro estudo desenvolvido por Ryndack e seus colegas (1995) entrevistas com treze pais de alunos com profunda física-motora e mental deficiências educados em classes regulares, indicaram que estes alunos desenvolveram abilidades sociais, acadêmicas e comunicativas, como também um senso de auto-aceitação e auto-valorização.

2- Os Benefícios da Inclusão para os Alunos sem "Necessidades Especiais"
2.1- Na Perspectiva do Professor: York et al. (1992) entrevistas com professores sobre os benefícios de inclusão para os alunos sem "necessidades especiais" concluiram que essess alunos tornaram-se mais sensíveis as questões de discriminações que acontecem no coditiano e muito mais críticos sobre as formas de estereótipos produzidas socialmente. Os 19 professores entrevistados por Giangreco e seus colegas (1993) afirmaram que os estudantes sem "necessidades especiais" desenvolveram abilidades de aceitação e flexibilidade que são considerávelmente importantes para a vida em sociedade democrátca. Downing et al. (1996) entrevistando professores sobre esta questão confirmou os achados dos estudos anteriores e também acrescentou que os professores perceberam que os alunos sem "necessidades especiais"educados em conjunto com alunos com "necessidades especiais" desenvolveram uma abilidade maior para liderança e cooperação.
2.2- Na Perspectiva do Aluno: Helmstetter, Peck e Giangreco (1994) fizeram uma pesquisa involvendo 166 alunos do segundo grau nas escolas Americanas dos Estados Unidos para saberam o quê eles tinham a dizer sobre ter colegas com profunda física-motora ou mental deficiência em suas salas de aula. Os resultados destas pesquisas apontaram para a mudança de atitude destes jovens em relacão as pessoas "portadoras de deficência". Estes alunos passaram a valorizar as pessoas pela contribuição que elas tem a dar, passaram a ser mais tolerantes com existência de "diferenças", e passaram a valorizar a diversidade da condição de ser humano. Staub et al. (1994) estudou por três anos o desenvolvimento de uma amizade entre quatro alunos com Syndrome de Down e Autismo e quatro alunos sem deficiências. Este estudo demonstrou que só foi possível a criação destes laços afetivos de amizade entre indivíduos com e sem deficiências porque estes foram incluídos em um processo ativo e cooperativo de aprendizagem.

2.3- Na Perspectiva dos Pais: Peck, Carlson e Helmstter (1992) pesquisou a visão dos pais de 125 crianças na pré-escola consideradas sem deficiências que tinham colegas na sala de aula com profunda física-motora ou mental deficiências, os resultados destas pesquisas indicaram que os pais destas crianças aprovaram entusiasmadamente a proposta de inclusão, pois eles observaram as seguintes mudanças nos seus filhos: 1) Mais aceitação em relação a diferenças individuais. 2) As crianças se tornaram mais conscientes a respeito das necessidades dos outros. 3) As crianças se tornaram mais confortáveis na presença de pessoas que usam cadeiras de rodas, aparelhos de surdez, braile, ou outro qualquer necessário instrumento que facilite a participação destas crianças nas atividades de sala de aula. 4) Estas crianças se mostraram mais voluntárias a ajudar os outros. 5) Estas crianças desenvolveram uma postura crítica contra preconceitos à pessoas com deficiência.

Todos estes estudos nos mostram que inclusão é possível e que inclusão aumenta as possibilidades dos individuos identificados com necessidades especiais de estabelecer significativos laços de amizade, de desenvolverem-se físico e cognitivamente e de serem membros ativos na construção de conhecimentos. Portanto, a pergunta inicial deste texto - "Por que Inclusão?" - pode ser respondida simplesmente desta forma: "Porque inclusão funciona." O principal ponto da pedagogia de inclusão é que todas os individuos podem aprender uma vez que nós professores identificamos o quê estes individuos sabem, planejamos em torno deste prévio conhecimento, e conhecemos o estilo de aprender e as necessidades individuais dos nossos alunos. Todos os alunos podem se beneficiar das metodologias de inclusão e todos podem descobrir juntos que existem diferentes ingredientes para diferentes bôlos. Escolas devem se torna um lugar de aprendizagem para todos. Nós não podemos nos dar ao luxo de criar currículos e programas educacionais que somente favorecem uma parcela privilegiada da sociedade, seja em termos econômicos ou em termos de abilidades físicas e cognitivas. Nós precisamos ter currículos e programas que proporcionem uma educação de qualidade para todos. Aos educadores devem ser dados os instrumentos necessários para que eles possam ver a todos os alunos, incluindo os alunos com deficiência, com um potencial ilimitado de aprender.

 

    * Achei esse texto da Heloiza Barbosa muito pertinente, pois aborda a inclusão do ponto de vista dos alunos com nee e dos ditos "normais" e o que ambos tem a ganhar. Apreciem!

               Abraços,
                                 LuHelena


TECNOLOGIA ASSISTIVA   X  SALA DE RECURSOS


O que é tecnologia assistiva e que relação ela tem com a Sala de Recursos Multifuncional ?
De acordo com a definição proposta pelo Comitê de Ajudas Técnicas (CAT), tecnologia assistiva "é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação, de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social. (CAT, 2007)
A tecnologia assistiva é um recurso ou uma estratégia utilizada para ampliar ou possibilitar a execução de uma atividade necessária e pretendida por uma pessoa com deficiência. Na perspectiva da educação inclusiva, a tecnologia assistiva é voltada a favorecer a participação do aluno com deficiência nas diversas atividades do cotidiano escolar, vinculadas aos objetivos educacionais comuns. São exemplos de tecnologia assistiva na escola os materiais escolares e pedagógicos acessíveis, a comunicação alternativa, os recursos de acessibilidade ao computador, os recursos para mobilidade, localização, a sinalização, o mobiliário que atenda às necessidades posturais, entre outros.


Como se organiza o serviço de tecnologia assistiva na perspectiva da educação inclusiva?
No atendimento educacional especializado, o professor fará, junto com o aluno, a identificação das barreiras que ele enfrenta no contexto educacional comum e que o impedem ou o limitam de participar dos desafios de aprendizagem na escola. Identificando esses "problemas" e também identificando as "habilidades do aluno", o professor pesquisará e implementará recursos ou estratégias que o auxiliarão, promovendo ou ampliando suas possibilidades de participação e atuação nas atividades, nas relações, na comunicação e nos espaços da escola.
A sala de recursos multifuncional será o local apropriado para o aluno aprender a utilização das ferramentas de tecnologia assistiva, tendo em vista o desenvolvimento da autonomia. Não poderemos manter o recurso de tecnologia assistiva exclusivamente na sala multifuncional para que somente ali o aluno possa utilizá-lo.
A tecnologia assistiva encontra sentido quando segue com o aluno, no contexto escolar comum, apoiando a sua escolarização. Portanto, o trabalho na sala se destina a avaliar a melhor alternativa de tecnologia assistiva, produzir material para o aluno e encaminhar estes recursos e materiais produzidos, para que eles sirvam ao aluno na escola comum, junto com a família e nos demais espaços que frequenta.
São focos importantes do trabalho de tecnologia assistiva na perspectiva da educação inclusiva:
  • a tecnologia assistiva numa proposição de educação para autonomia,
  • a tecnologia assistiva como conhecimento aplicado para resolução de problemas funcionais enfrentados pelos alunos, e
  • a tecnologia assistiva promovendo a ruptura de barreiras que impedem ou limitam a participação destes alunos nos desafios educacionais.

      
     

      


    
          


           Esses são apenas alguns exemplos do que são as tecnologias assistivas.
  Abraços,
                                   LuHelena
QUEM PODE ATUAR NA SALA DE RECURSOS???

           Segundo a Resolução SE 11, de 31-1-2008:

Art. 12 - Os docentes, para atuarem nos SAPEs, deverão ter formação na área da necessidade educacional especial, observada a prioridade conferida ao docente habilitado.

                        
                        QUAIS SUAS FUNÇÕES???

Art. 13- Caberá ao professor de Educação Especial, além do atendimento prestado ao aluno:
I - participar da elaboração da proposta pedagógica da escola;
II - elaborar plano de trabalho que contemple as especificidades da demanda existente na unidade e/ou na região, atendidas as novas diretrizes da Educação Especial;
III- integrar os conselhos de classes/ciclos/séries/termos e participar das HTPCs e/ou outras atividades coletivas programadas pela escola;
IV- orientar a equipe escolar quanto aos procedimentos e estratégias de inclusão dos alunos nas classes comuns;
V - oferecer apoio técnico pedagógico aos professores das classes comuns;
VI - fornecer orientações e prestar atendimento aos responsáveis pelos alunos bem como à comunidade.


área da necessidade educacional especial: Def visual, auditiva, física, intelectual.



                     Abraços,
                                   LuHelena

Serviços de Apoio Pedagógico Especializado 

(SAPEs)


Como vimos anteriormente, a Resolução SE 11, de 31/01/2008, dispõe sobre a educação escolar de alunos com necessidades educacionais especiais nas escolas da rede estadual de ensino. No artigo 8º, relata sobre a implementação dos Serviços de Apoio Pedagógico Especializado (SAPEs), que podem acontecer através das Salas de Recursos específicos, ou seja, Sala de Recursos para Def Auditivo ou Sala de Recursos para Def Intelectual, ou Sala de Recursos para Def Físicos, etc...  ou  Ensino Itinerante.

 8º- A implementação de Serviços de Apoio Pedagógico Especializado (SAPEs) tem por objetivo melhorar a qualidade de oferta da educação especial, na rede estadual de ensino, viabilizando-a por uma reorganização que, favorecendo a adoção de novas metodologias de trabalho, leve à inclusão do aluno em classes comuns do ensino regular.Os Serviços de Apoio Pedagógico Especializado (SAPEs) serão implementados por meio de:

             SALA DE RECURSOS

a) Atendimento prestado por professor especializado, em Sala de Recursos específicos, em horários programados de acordo com as necessidades dos alunos, e, em período diverso daquele que o aluno frequenta na classe comum, da própria escola ou de outra unidade escolar;

* A Sala de Recursos, de Def auditivos, por ex: atende apenas alunos surdos ou com perda auditiva. Esta sala  pertence a determinada escola e o aluno surdo ou def auditivo, desta mesma escola, ou não, frequenta o atendimento, em horário diverso do qual estuda, e não poderão ultrapassar duas aulas diárias, como descrito no artido 10º da resolução acima citada:

Art. 10 - na organização dos Serviços de Apoio Especializado (Sapes) nas Unidades Escolares, observar-se-á que:
I - o funcionamento da sala de recursos será de 25 (vinte e cinco) aulas semanais, distribuídas de acordo com a demanda do alunado, com turmas constituídas de 10 a 15 alunos, de modo a atender alunos de 02(dois) ou mais turnos, quer individualmente, quer em pequenos grupos na conformidade das necessidades do(s) aluno(s).

ENSINO ITINERANTE:

II - as aulas do atendimento itinerante, a serem atribuídas ao docente titular de cargo como carga suplementar e ao ocupante de função-atividade na composição da respectiva carga horária, serão desenvolvidas em atividades de apoio ao aluno com necessidades especiais, em trabalho articulado com os demais profissionais da escola;

* O professor especialista, que atua neste atendimento, é vinculado a uma Unidade Escolar e faz o atendimento nas escolas em que os alunos estudam.

III - o apoio oferecido aos alunos, em sala de recursos ou no atendimento itinerante, terá como parâmetro o desenvolvimento de atividades que não deverão ultrapassar a 2 aulas diárias.

Art. 11 - a organização dos SAPEs na unidade escolar, sob a forma de sala de recursos, somente poderá ocorrer quando houver:
I - comprovação de demanda avaliada pedagogicamente;
II - professor habilitado ou, na ausência deste, professor com Licenciatura Plena em Pedagogia e curso de especialização na respectiva área da necessidade educacional, com, no mínimo, 360 horas de duração;
III - espaço físico adequado, não segregado;
IV - recursos e materiais didáticos específicos;
V - parecer favorável da CENP, expedido pelo Centro de Apoio Pedagógico Especializado.
§ 1º - As turmas a serem atendidas pelas salas de recursos poderão ser instaladas para atendimento de alunos de qualquer série, etapa ou modalidade do ensino fundamental ou médio, e as classes com professor especializado, somente poderão atender alunos cujo grau de desenvolvimento seja equivalente ao previsto para o Ciclo I.
§ 2º - A constituição da turma da sala de recursos, da classe com professor especializado e da itinerância deverá observar o atendimento a alunos de uma única área de necessidade educacional especial.



*Art. 14 - As unidades escolares que não comportarem a existência dos SAPEs poderão, definida a demanda, contar com o atendimento itinerante a ser realizado por professores especializados alocados em SAPEs ou escolas da região, atendidas as exigências previstas no art. 17 da Resolução SE 90/05.
         
SALAS DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS:



As salas de recursos multifuncionais atendem com qualidade alunos com deficiências sensoriais, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação e permitem que o aluno, além de freqüentar as aulas nas turmas regulares, seja atendido no contraturno, a fim de reforçar o aprendizado de acordo com as especificidades de cada estudante.

Assim, entre várias opções, o aluno com problemas de visão pode usar uma lupa eletrônica para ampliar o tamanho da letra no computador ou jogar uma partida de dominó com textura, que permite identificar as peças pelo tato, além de aprender a escrever em braille com materiais específicos para isso. Já o aluno surdo pode assistir a historinhas na língua de sinais e os com problemas motores têm acesso a um teclado de computador especial.

De acordo com a coordenadora, as salas multifuncionais são importantes para eliminar barreiras que dificultam o aprendizado dos alunos com deficiência, ao complementar o processo de ensino da sala de aula regular. Sinara informa que há dois tipos de salas multifuncionais: “O tipo 1 tem uma estrutura básica capaz de atender a qualquer deficiência e a sala do tipo 2 é mais voltada para os alunos cegos”, diz. A sala do tipo 2 traz recursos como impressora braille, globo terrestre com continentes e países em braille e calculadora sonora.

Material pedagógico para trabalhar a Libras com alunos surdos faz parte das salas de recursos multifuncionais.(Foto: Rosangela Machado)Para preparar os professores a identificar os alunos com deficiência e atendê-los nas salas regulares e naquelas com recursos multifuncionais, a Secretaria de Educação Especial oferece cursos de formação presencial e a distância a estados e municípios que solicitam a formação em seus planos de ações articuladas (PAR) ou àqueles que já têm ou que receberão salas de recursos. “Em 2008, 8,5 mil professores iniciaram formação a distância. Este ano, há 13 mil vagas a distância”, ressaltou Sinara.

Para fazer a indicação da escola que receberá a sala, o gestor estadual ou municipal deve se cadastrar no Sistema de Gestão de Tecnologia e prestar as informações solicitadas. A entrega dos equipamentos, mobiliários e materiais pedagógicos, que compõem as salas de recursos multifuncionais, deve ser iniciada no segundo semestre deste ano.

Deficiências – Segundo a coordenadora-geral, os alunos podem apresentar deficiência mental, física ou sensorial (caso dos cegos ou surdos). Os estudantes também podem apresentar transtorno global do desenvolvimento, que, de acordo com Sinara Zardo, indica “necessidade específica de socialização, como os autistas”. Já os alunos com altas habilidades ou superdotação “têm um talento acima da média”. Os dois tipos de salas de recursos multifuncionais estão equipados para atender todos.




Vemos então dois tipos de salas de recursos: as que atendem apenas alunos de determinada área, e a multifuncional, que atende todas as deficiências sensoriais, transtornos globais do desenvolvimento w alunos com altas habilidades/ superdotação.

Abraços,
                   LuHelena